Shodo
(Arte Caligráfica) - Shodo
é a arte caligráfica japonesa, escrita com sumi (tinta preta)
e um pincel, surgida há mais de 3 mil anos. “Sho” significa
caligrafia e “do”, caminho. O calígrafo consegue expressar nos
traços um sentimento muito particular. Por isso, como uma obra
de arte, cada shodo é diferente e único, mesmo que seja escrito
o mesmo kanji (ideograma). A tonalidade da tinta, a pressão
do pincel sobre o papel, a velocidade da escrita e os espaços
entre cada pincelada variam de calígrafo para calígrafo.
A arte do shodo necessita apenas de um pincel apropriado (feito
com cerdas de crina de cavalo ou pêlos de carneiro, coelho e
rena), tinta e papel artesanal (washi), feito com palha de arroz
ou fibra de bambu ou de banana. O washi possui textura apropriada
para produzir borrões, que resultam em efeitos bastante apreciados.
O shodo não é um exercício de “boa caligrafia”, mas a combinação
da habilidade, estilo e imaginação do calígrafo e que exige
anos de estudo e prática.
A qualidade da obra é avaliada, entre outras, pelo equilíbrio
natural dos caracteres, sua composição como um todo, a variação
entre os traços grosso e fino, a quantidade de tinta no papel
e o ritmo com que foi escrito.
O shodo chegou ao Japão através do budismo, pois as escrituras
compiladas pelos monges eram em caracteres chineses. Hoje, a
arte é praticada por milhões de pessoas em todo o mundo. As
escolas japonesas mantêm o shodo no currículo escolar, e os
concursos promovidos anualmente incentivam ainda mais a prática
da escrita.
Existem seis estilos diferentes na caligrafia japonesa: kaisho,
no qual os kanjis têm formas quadradas e traços mais estáticos;
gyosho e sosho, com formas cursivas e traços mais seqüenciais;
tensho e reisho, que são as formas mais primitivas de escrita,
usados no hanko (espécie de carimbo-assinatura batido em tinta
vermelha) e encomendados aos artistas de shodo.
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